Pensando nele, adormeci em um ponto de ônibus. Enquanto achei ser verdade sonhei com ele. Quando acordei, me vi desamparada e sem ele ao meu lado. Vi meu ônibus passar e eu a correr atrás dele. Constrangedor. Olhos a me vigiar. Mas daqui que passasse outro demoraria horas. Eu estava disposto a correr até o ver parar. Por ele. Por mim.
Pareceu brincadeira, pois ele se distanciava mais. Não sei se ônibus corria de mim ou eu que de casando corria menos que o segundo atrás. Eu gritei apenas uma vez para que parasse. Ele parou. Se soubesse antes. Mas são acasos.
Subido nos três detrais do ônibus como se nada tivesse ocorrido. Porém, meus olhos revelavam muito. O motorista sorriu, mas sei que no fundo ria por dentro de si. Houve até aqueles que se espantou por me ver a ocorrer. Deveriam se perguntar o que se passou para eu o ter feito. Ou o que de tão importante era da mesma. Eu sentei e esperei de olhos bem abertos para não dormir novamente, mas era inevitável não pensar nele. Assim foi todo o percurso sem distração. Sem amadorismo.
Quando me dei conta, recordei do meu sonho, eu estava olhando seus olhos frente a frente e o abracei. Não bastavam provas no amor para saber do meu amor.






