segunda-feira, maio 18

As chuvas vitais.



Lembrei como se fosse agora depois de um piscar de olhos. As lembranças me abraçaram para não largar. As coisas quebravam-se a cada passo que as lembranças me guiava. Reconhecia cada detalhe. E cada “oi” das pessoas. Aquelas pessoas eram o que eu via em mim em uma época da qual nenhum adulto pode esquecer. Fui até as extremidades a fugir Deus. A fugir de mim.
© O Ritmo da Chuva.
Maira Gall