sábado, setembro 19

De ponta a ponta.



Eu nem consigo lembrar-me da última vez que eu me perdi em alguém. Eu consigo, sim, lembrar da primeira vez que eu te conheci. Da última vez que eu pensei em você. E de como o meu coração se fez verdade dentro de mim depois de saber quem é você na minha vida.

Eu tentei dormir várias vezes, e tantas tentativas frustradas. Eu não conseguia para de pensar em você. E pensa que eu me frustrei? Não queria mesmo dormir, e me arrastar assim era o suficiente para não haver perguntar e sim lábios largos das lembranças que me faz te sentir na minha vida eternamente. De ponta a ponta. E ao acompanhar a nossa velha música (que de tanto tocar em nossos ouvidos, ainda consegue ser uma borboleta saindo do seu casulo) é a melhor sensação que eu poderia ter. Tirando as partes das estações. Você e eu: são as qualidades mais acessivas que Deus poderia me dar. O melhor sonho, e uma unção sem engano.

E com todos os porquês, por que o nosso amor é para sempre.

sexta-feira, setembro 18

Coisas da vida.



Podia contar os números nos dedos. Não sei se sou eu que gosto mais do tempo, ou se é o tempo que gosta mais de mim. Por que o que não me falta eram caminhadas, olhares para tudo aquilo que nunca visa ver.


Tentar. Quando olhava os objetos sonhava ser cada um deles em meu tempo. As historias que me contava eu quis estar em todas e nos meus sonhos eu era cada princesa dos contos de fada que eu escutava antes de adormecer.

Coberta de pó e sentada ao chão, um desconhecido equivalente me ajudou. Pegou na minha mão para eu levar e eu recusei a ajuda. Ele não desistiu e ali perto de mim, ele sentou para conversar. Eu não o quis ali por varias horas, mas quando me dei conta estava eu a conversar com ele feito gente grande a que pareci conhecê-lo desde infância. Conversamos cada pedaçinho do que a vida nos acomodou a viver. Logo, a noite se fez. Estava tão tarde. Eu tive que partir e ele também. Desde então eu nunca mais o vi. E tenho até falta e tempo.

domingo, setembro 13

Quem você pode ver?


Você, talvez, não pudesse me ver como alguém frágil em uma sociedade dura e rude. Tantos dilemas. Eu sei que o que importa é se sentir bem. Não é tolice, mas ainda busco a felicidade nas coisas sem importância para alheios. Mesmo sem saber se vai demorar ou não, eu vou aguardar. Leve o tempo que custar. A vida me ensinou que as coisas chegam na hora certa. Ainda seremos livres por dentro, por que por fora já aflora os sentimentos.

sexta-feira, setembro 11

Tempo certo.


Tarde da noite, senti a fé a me acordar. Entreguei as minhas pernas e fora de mim eu me levantei. Garanti passos que só eles mesmos para me fazer prestar a minha atenção absoluta. Com cada passo eu consegui me restabelecer. Enfim, acordei.

Passei a olhar a minha volta. Senti-me guiada. E isso me fez ir à até lá fora, eu não tinha motivos algum para ir. Porém meu coração parecia ter muitos motivos sinceros. Mas até um toque no ombro me fizesse perceber algo mais. Me fez enxergar os motivos. A claridade era esplêndida, o vento pouco forte do jeito que me agradava tirava os meus cabelos do meu rosto para atenção ser clara. As cores deixavam-me a perceber que elas soltavam dos objetos como conto de fadas. Principalmente das flores, não resisti. Cheirei uma como se fosse à melhor coisa que haveria me acontecido. E de fato foi. Os olhos brilhavam e o ritmo era como uma música de plano de fundo.

Meus passos era como pisar em ovos, o lugar era perfeito. Era meu lugar até então nunca descoberto. Eu nunca pensei que o que há a nossa volta pode ser tão perfeito se não prestamos mais a atenção nas coisas que nos fazem. O tempo certo revelava que o ritmo da musica é como escrever para mim.


segunda-feira, setembro 7

Você, a esperança e eu.



Não diga que você não vem para mim. Não venha dizer que esse dia já deu no que tinha que dar. Que acabou como um pôr-do-sol. Já basta para esclarecer, procure apenas entender e perdoar. Eu não te deixaria por nem mais este dia. Eu iria, sim, atrás de ti. Pegaria na mão da esperança. Caminharia ao encontro de ti. Da felicidade, enfim. E assim, nem Deus seria capaz de me segurar. Tenha certeza. Se agarre a tudo que ver. Se conseguir. As palavras que machucaram foram esquecidas e abençoadas. Basta você segurar do outro lado a minha mão. E seremos completos. Você, a esperança e eu.

sexta-feira, setembro 4

Pra ver se cola.


Colei seu nome com várias cores, eu pintei o mundo sobre você. Tudo isso só pra ver se cola o meu amor. Isso é o amor mais puro que eu posso te oferecer, sem ciúme e sem confusões. Sinta meu coração como você merece. Eu roubei as flores todas do jardim para te dar e você me amar. Você voou, voou para longe e antes de ir me levou junto para eu ver tudo àquilo que eu nunca ousei ver do alto. Sorriso tão agradável e confiante. Havia sim entendido todo amor refletido do meu coração.
© O Ritmo da Chuva.
Maira Gall