05/12/2010

Ultimo Romance - Parte 6

Depois do meu transe interno, abri os olhos e avistei o lugar que tanto ansiava. Pensei em como divertiria naquela noite. Precisará mudar.

Quando chegará a música alta tomara ritmo aos meus pés, e a seguiria até encontrar minhas convivências. Enquanto não, perceberia pessoas a me olhar: umas com olhares de desejo, outras com desgosto, outras como alegria, outras sem identificação. Continue.

Cumprimentei a todos, e logo com um copo em mãos, o virei. Parti para entregar vôos de encontros. Não sei das horas que se passará, mas lembro de ter me divertido muito naquela noite. Eu iria para casa quando meus pés mostrassem redenção. Assim o fez.

Esperará uma compaixão para me guiar até em casa, até que um taxi parou e entrei afoita. Ao olhar para o lado, encontrará um homem com um cara de incompreensão. Também não entendi o que estava acontecendo. Quando me dei alguns segundos de contemplação, perceberá o sinal parado e o taxi já ocupado. Pedi muitas desculpas e logo corri para sair daquele momento constrangedor. O sinal se abriu e tudo se partiu. Outros segundos de entendimento, e perceberá que relativamente tudo se partirá. Até minha bolsa com quase tudo necessário. Ainda pensei em correr atrás do taxi, mas travei assim que qualquer idéia pudesse me envolver.

Decidir ir andando para casa. Caminhei uns quarteirões até me cansar. Sentei em um banco e me surpreendi pensar naquele homem que o virá no carro. Tão escuro para se notar detalhes e aquilo intrigava meus pensamentos. Precisaria saber mais sobre. Ainda em repouso ouvi uma voz masculina que fez meu coração se agitar.
04/12/2010

Ultimo Romance - Parte 5

Ao chegar ao trabalho, sentaria, e olharia para o relógio. Poderia ver as horas se passarem como fogo. Quando correu os segundos, tocaria meu despertado interno, e eu voltaria à vida.

Alguns amigos do trabalho convidaram-me para uma festa no período da noite, pensara em recusar, mas para a surpresa conjunta até mesmo a me incluir, aceitei. Senti aquela fisgada de algo certo a fazer. Faltara duas horas para minha ansiedade ter termino. Arrumei meus cabelos, rosto, vestido, sapato. Sentei sobre o sofá vermelho que comprará em um impulso razoável de prazer. As pessoas o detestavam, diziam ser muito vermelho para minha habitação. Nada poderia combinar, entretanto as coisas que gostará me alegrariam.

Os minutos logo se passaram, então corri para a porta quando ouvira uma amiga tocar a campainha em pulos. Ela perguntará se eu estava pronta. Logo, partimos em busca de nossas próprias vontades.

Dentro do taxi me sentira uma libertadora, e ver a cidade dos pontos de vistas em que me encontrava, se parecera outro lugar. O taxista colocará uma música para ser tocada, receio já ter escutado em qualquer momento que propagará, saberia a letra de cor, e as batidas mexeriam meu corpo como um preparo. Cantarolá-la.
03/12/2010

Ultimo Romance - Parte 4

Beberia oito a onze copos de vinho, não lembraria ao certo a quantidade, mas deveria haver mais. Liguei o som e já estaria um cd que deixaria uma forma feia em meu rosto, sua lentidão não convinha com o que procurava, da ultima vez que a ouvi fez sentido. O primeiro cd que avistará, foi colocado para reproduzir o quanto antes. Encaixaria nos momentos onde nada acomodaria com nada. Apertaria os botões sem me importar muito em suas funções, prontamente quando a primeira musica tocou apertaria neles mais ainda a encontrar aquela música que meus ouvidos agradeceriam por muito tempo.

Aquele ritmo quase desagradável para alguns, me faria flutuar nesse desapego quase já largado. Não lembro bem das chuvas que cairá lá fora, lembro do cheiro, lembro do som, mas não me lembro de como acabará de limpar a cidade.

Acordei cheia de vida, mas acreditada. É o que dizem: depois de tudo sempre tem um sol. Meu sol brilhava me arrancando um sorriso. O som do coração não deixa esquecer a emoção. Pensei depois em como estariam meus olhos depois de cada descoberta. Cheios de lágrimas.

Enquanto a água cairá sobre meu corpo, pensara em como ditaria meu destino posteriormente. Pense em parágrafos, frases que poderia dizer, mas ao sair do banho recordei-me dos acasos e de como a vida surpreende, e gostei disso. Com o tempo curto para comer decentemente, carreguei uma maça. E pela caminhada a comeria com mais vontade que ontem. Subi escadas, observei olhares, contei os sonhos, pulei pedras, respirei verdades, discrepância nos veículos.

Ultimo Romance - Parte 3

Faltariam poucos passos para chegar onde eu chamaria de lar, as chaves que facilmente perderia dentro da bolsa logo acharia. Respiraria fundo como uma forma de não esquecer como o fazer em prolongamento, pensei pouco. A chave abrindo de maneira exata a porta. Não abriria uma porta qualquer. Fiquei feliz em saber que estava em casa, lugar onde poderia ser apenas eu mesma, sem me preocupar em estar preocupada com os outros.

Sentei no sofá, deixaria meu corpo quase como eterno em repouso. Voltaria a si, quando houve fome, estaria esgotada e concentrada ao mesmo tempo. Pensei em precisar de um copo d’água. Porem, não levantaria dali se não fosse necessário. E por hora não foi.

O agridoce fecharia os cortes abertos que persistia em deixar para outros distinguirem. Senti essa salvação e observei eles cicatrizarem, algumas pessoas não acreditam em milagres até ver alguns escritos no destino de alguém. Mas aquilo não seria milagre, auto vontade seria a palavra chave para a descoberta visivelmente vinculada com o meu ser maior.

Ultimo Romance - Parte 2

Lembro de andar pelas pedras deterioradas pelo tempo que não deixava esquecer os passos gravados por lá, seu fim deixaria meu olhar como único sinal de ‘até logo’. A grama verde certa de si em seu posterior logo atrairia o conforto dos meus pés para seu lar. Meu corpo repousaria a esperar. Olhei o céu translucido de oferecer a claridade, alimentava a alma enquanto respirar era convencional por gotas secarem exibição convicta para encontrar-se em par.

O sol pouco a pouco coberto deixaria as nuvens fazerem seu trabalho no tanto de títulos a doar. O casual separaria um guarda chuva das mãos ao pensar em se proteger no mesmo instante que a coração desejava lavar a alma bem alimentada. Abracei pernas antigas que me ajudariam a seguir meus caminhos traçados e me senti bem por estar onde almejava estar. Encostei minha cabeça em meus joelhos alcançando os braços a prendê-los sem estar aprisionadas em pontos fantasmas.

Do alto avistaria facas pequenas a ser jogadas. Laçariam com toda a força que pudessem, elas não atravessariam meu corpo, muito menos admitiriam marcas, mas deixaram guardar lembranças. Senti as primeiras facas que não cortavam, em poucos instantes meu corpo logo se encontraria em constante e coberto por uma mata translucida. Ainda ao chão e com pensamentos confusos, senti a magia que me acobertava. Nada igual.

Depois de algum tempo percebi que o céu precisaria chorar para se libertar. Aquilo poderia levar horas, respeitei. Sentei ao verde, quase não poderia enxergar, pois as gotas unidas fariam venda em meus olhos que tanto tentaria propagar verdade. Lutaria comigo mesma para ver o que fosse que estivesse por lá. Não havia ninguém, mas a abundancia de árvores, a grama quente e fria, um guarda-chuva e uma garota a não saber o que esperar.

As facas ainda pensariam em como fazer para não me deixar fora de vista. Então levantei de modo a deixar claro minha falta de medo, quis abraçá-las sabendo de sua pura bondade em se disfarçavam. Elas entenderiam e cariam em uma sintonia perfeita para cobrir meus ouvidos para não deixar-me ouvir e apenas sentir a emoção que seria em ficar apenas no tranqüilo silêncio. Fechei os olhos, senti mãos aquecerem minha audiência, respirei fundo e libertei minha mente. Poderia dizer que nada ouvi, mas o som abafado da chuva ao tocar o chão dava-me forças para aquietar meus sentimentos aflorados, incontroláveis quando pensava em coisas tão favoráveis. Buscaria meu destino.

Quando a chuva cessou, olhei o céu a clarear aos poucos, os pássaros voltariam a voar e eu não seria a mesma pessoa ao sair daquele lugar.

Ultimo Romance - Parte 1

Ultimo Romance.















Somei todos os olhares grátis enquanto não havia nada ao redor o bastante para fazer distrair. Ao o ver sentado a desejar: o nada atrairia minha mente para o absoluto de abdicar a descrença que eu te fazia acreditar a favorecer meu conforto em não mais estar mesmo querendo viver intensamente. Intrigaria o destino.