Depois do meu transe interno, abri os olhos e avistei o lugar que tanto ansiava. Pensei em como divertiria naquela noite. Precisará mudar.
Quando chegará a música alta tomara ritmo aos meus pés, e a seguiria até encontrar minhas convivências. Enquanto não, perceberia pessoas a me olhar: umas com olhares de desejo, outras com desgosto, outras como alegria, outras sem identificação. Continue.
Cumprimentei a todos, e logo com um copo em mãos, o virei. Parti para entregar vôos de encontros. Não sei das horas que se passará, mas lembro de ter me divertido muito naquela noite. Eu iria para casa quando meus pés mostrassem redenção. Assim o fez.
Esperará uma compaixão para me guiar até em casa, até que um taxi parou e entrei afoita. Ao olhar para o lado, encontrará um homem com um cara de incompreensão. Também não entendi o que estava acontecendo. Quando me dei alguns segundos de contemplação, perceberá o sinal parado e o taxi já ocupado. Pedi muitas desculpas e logo corri para sair daquele momento constrangedor. O sinal se abriu e tudo se partiu. Outros segundos de entendimento, e perceberá que relativamente tudo se partirá. Até minha bolsa com quase tudo necessário. Ainda pensei em correr atrás do taxi, mas travei assim que qualquer idéia pudesse me envolver.
Decidir ir andando para casa. Caminhei uns quarteirões até me cansar. Sentei em um banco e me surpreendi pensar naquele homem que o virá no carro. Tão escuro para se notar detalhes e aquilo intrigava meus pensamentos. Precisaria saber mais sobre. Ainda em repouso ouvi uma voz masculina que fez meu coração se agitar.


