29/12/2011

Ente os arranha-céus.


Ainda espero aqueles poemas prometidos, aquele suspiro, as suas mãos ao colocar meus restantes por trás dos meus ouvintes.

Desculpe se eu chorar, foram poeiras a atrapalhar. Não se importe se eu abaixar a cabeça, foram sons ao chão que me fizeram acreditar em perdições. Se por acaso deparar com meus olhares perdidos, foram os pensamentos tolos que me jogaram para fora daqui. Se outrora me achar descontente ou desanimado, foram os acontecimentos em longa escala acumulados que deixaram minha alegria por trás de mim.

Os arranha-céus fariam soprar as bolas de sabão para me sentir melhor, um modo para estacionar as mentiras de uma única vez. Talvez, bastassem tempos tristes. Agir, sofrer conseqüências, começar tudo de novo. Sorri ao lembrar.

1 comentários:

Jean Piter disse...

A beleza da abstração.

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