O medo me escondeu por de trás da árvore grande e velha, espirei fundo, minhas pernas queriam mais que tudo ir até você, mas meus braços agarraram a árvore e disse no silencio, apenas observe.
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Em uma noite chuvosa, ela acordou ofegante e com o olhar bem vago. Ela passara, enfim, as suas noites procedentes em claro, por mais que o sol a tocasse pelas manhãs para distraí-la, sua boca sem discrição fazendo sentido com suas sobrancelhas a deixava com o coração na mão. Procurava uma historia que entrasse em conjunto com aquilo que pensava sentir.
Depois de alguns dias pedindo muito, a fez adormecer, um sono profundo recheado de sonhos agradáveis. Quando abrira os olhos, ela levantou da cama e correu para lavar a alma e clarear a mente prosseguida de descobertas. Não sabia como, mas sabia o que tinha que fazer. Trancou a porta e absorveu todo o ar que foi capaz e caminhou sem olhar para trás. Caminhou por um tempo, estava frio, fazia alguns dias da qual a outono teria dado um ‘até breve’.
Suas pernas fracas, forçavam o desespero dos olhos a encontrar um lugar seguro para repousar espírito. Logo se fez, sentou-se e riu por dentro por não demorar tanto. Ela olhou para trás e percebeu um rapaz andando com uma bicicleta, jovem, deveria ter seus vinte e poucos, sua pela clara, cabelo escuro, e olhos escuros, os olhos ainda eram bem difíceis de descrever, o longe não defini tantas precisões assim, tentei.
Aquele rapaz, parecia ser bem desastrado, ela imaginou por ele estar andando com a bicicleta do lado e por ele estar machucado no joelho. Percebi uma etiqueta na bicicleta, mas logo aquilo tirou o meu interesse quando ele passou na frente dela. Me observou duas vezes de cabeça baixa e não hesitei em dizer ‘dias difíceis não?’. Ele me olhou pela terceira vez e riu balançando a cabeça, concordando. Parou e perguntou se haveria incomoda se sentar ali. Sorri a sacudir a cabeça, ela não se lembra de ter ficado tão sem jeito assim.
Juntos, a tarde foi embora tão mais rápido do que eles foram capazes de imaginar. Ele repentinamente olhou para a hora e resmungou algo como ‘caramba’, se desculpou e disse que estava atrasado, tinha que correr. E ele correu enquanto pedia mais uma vez por desculpas. Ela ainda ficou ali sentada, a noite tinha chegado e as estrelas estão muito vivas. Quando a realidade dela voltou, ela percebeu a bicicleta ao seu lado. Ela não sabia como aquilo continuaria.
Continua(...)




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