11/01/2012

Ela mandou um abraço.

❝ por willa albuquerque 

Ainda já entendi o quanto tempo demorei em saber que a vida é justa do jeito que ela se encaminha. Eu não chorei em desespero, não pensei que nada daria certo, muito menos que eu estava no momento errado e na hora indesejada.

Primeiro, eu chorei. Aprendi com alguém que chorar é uma forma positiva de dizer a si mesma que a dor é a equivalência da felicidade. A dor é proposta por você, e somente você vai dizer o que se é questão de valer à pena ou não. Quanto mais se você der, não vai ter o tanto quanto achou ser tempo de agir. Eu sempre esperei: um erro a listar.

Segundo, eu preciso de você. Mas tem mais gente que precisa muito mais. Sobrevivi à relutância de não tentar mais. Não espere outro olhar, eu me acomodei em buscar viver e outrora dançar em par, sintonia perfeita comigo.

Chega de distrações e ilusões. Dessa vez por mais que constante seja, vou me entregar a essência e sorri as qualidades que sei a fazer caminhando e sorrindo verdadeiramente, como sei bem.

Ela pediu para te contar os segredos de liquidificador que ela não havia dito antes. Como a fazia sentir, como as cores faziam sentido, assim como o amor dela para contigo. Mas, que ela te deseja toda a felicidade do mundo. Porque o amor não é posse, é libertação de saber que você vai estar bem, como agora ela tem certeza. Eu a vi sorrir e ela nunca esteve melhor, de verdade. Ela mandou um abraço, com apenas as lembranças boas.

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