06/02/2012

E você não sabe nada

❝Por Willa Albuquerque 


É um fim de tarde chuvoso, posteriormente, nublado e eu me sentiria tão mais atrativa do que antes. Vou confessar que tem convênios receosos para se acreditar, para não dizer medo. Acredite, eu sai de casa cantarolando a desenhar um lindo sorriso no rosto. Deveria saber dizer ‘não’, mas existem pessoas que nos apunhalam pelas costas, e você as perdoa de coração aberto, porque no fundo elas não nos magoam necessariamente, elas auto se destroem aos poucos com acúmulos de falta de verdade. E se faltou um pouco de sinceridade, você deixou muito a desejar. Ao olhar para si mesmo em um espelho, vai saber do que eu estou falando.

Por mais que tivesse ouvido os hinos, outrora não saberia discerni-los, porque quanto mais havia o vazio, mais eu queria fugir disso de maneiras incertas. As inseguranças continham o domínio nas mãos, e chorar não me faria mesmo compassiva. Sendo um pouco mais humana, aceitei viver verdadeiramente a sentir as coisas como deveria sentir. Esquecer quando houver perdão, agir na vida com precaução, rir quando achar loucura e chorar quando magoarem sua essência.

Certo tempo, nunca admitiria que algo estivesse errado, podia cair o mundo, eu estaria bem, acreditava muito nisso. Eu menti muito em relação a isso para mim mesma, por um longo tempo, quase a minha vida toda. Achava que ser forte era minha função. Que o mundo me mataria por fora e eu me reintegraria por dentro. Um ciclo perfeito, e as pessoas não conseguiriam imitar nem se tentasse. Era a opção mais valida, anular os sentimentos, e eu não previ o quanto aquilo me destruiria quando o copo estive cheio preste a derramar.

Há muito o que me desculpar, e eu não sei sinceramente como começar. Começo com tudo aquilo que abanquei e que por meios discrepantes, dei um fim. O auge servia como o ponto máximo para dizer adeus, e parti sem nenhum sentimento de culpa. Ou ao menos agora sei no quanto buscava os meios mais fáceis de não sentir. Fazer da certo soletrava errado na minha boca, e quanto mais o tempo passava, as coisas caminhavam em sentidos adversos. Queria ser um titânio, onde nada poderia me abalar. Onde, eu poderia ir e vir sem me prender. Eu entendi como as coisas funcionam.

Admito, sou frágil. Com as mesmas características de antes. Emocionalmente falando, eu senti que eu podia perder o chão, e não seria mais aquela garota de que tanto lutava para não se deixar abalar. E você não sabe nada, não chegou ainda nem perto. Foi todo um conjunto, e o que eu sucumbia dentro de mim, explodiu no exato momento em que eu me senti absolutamente sozinha, porém sem precisar de alguém por perto. Eu tinha o que precisava, só que poucas às vezes eu soube usar, a fé. A dor que senti, fazia meu corpo estremecer, aquela dor na alma era o baste para eu me sentir em terra mais um entre muitos. Pensei no quanto tudo parecia um déjà vu sem viver. Saberia que isso em breve tornaria o que sou atualmente.

Uma vez, falei de como eu achava que vivia em erros, mas nada fiz para mudar. Hoje, aceitei os erros, os apontei. E percebe que a fé que tenho é o suficiente para preencher o vazio outrora contido de absolutas ilusões.

Não que eu seja fácil, se fosse temeria. Outros momentos viveram, e eu preciso estar preparada como nunca estive. Tentaram desmoronar seus sonhos, mas saiba que eles são as únicas coisas que ninguém toma de você.

6 comentários:

Anônimo disse...

Toda oportunidade de perdoar deve, se possível, ser aproveitada. Nem que seja, como escreveu a Clarice Lispector, por egoísmo: "todo erro dos outros e nos outros é uma oportunidade para mim de amar". Bjs

Lys Fernanda disse...

Me fez pensar muito..., Mexeu com tantas lembranças, algumas doloridas e outras precisavam ser remexidas. Obrigada!
Até mais anjo.

Fabrício disse...

Tanta coisa para se dizer entra a infância e o "então", tanta coisa se sentiu.

Mudemos.


beijo

willa albuquerque disse...

Não é a primeira vez que tem comentários de Anônimos, mas eu me morde de curiosidade. Sempre agradecida (:

Lys, somos tão semelhantes. Pessoas e historias caminham juntas e eu acho que isso é simplesmente troca de experiencias.

Fabrício, tem horas que eu nao sei se aprendi mais ver o tempo passar, do que com ele auxiliando.



Tchau :*

Fernanda disse...

Você mudou tanto, querida! TANTO

willa albuquerque disse...

Inesperada! Ainda quero ser e mostrar bem mais do que sou. (:

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