O tempo vai passar e isso é um clichê para dizer: vamos
amadurecer. Uma breve sensação de prazer. Deveria reformular e se questionar:
quanto vale à pena se relacionar com alguma pessoa?
Não se pensa muito sobre, amor. Alguns desacreditam que há possibilidades de se
reinventar, e eu já me cansei de ser tão presente, eu confesso. Tem horas que
você quer muito gritar com tudo isso. E em outrora, quer ser salvo, mas não é
assim que as coisas funcionam. Você está procurando o que mais quer em lugares
errados, acredite.
Sobre fraquezas, você não possui muitas escolhas, ser forte ou fraco está na
alma quando ela se transparece. Os momentos vão te contornar e te mostrar para
o mundo, a razão mandou dizer: preste atenção. Somos todos fracos, assim como
forte - feito porta, ou você está preparado para abrir ou não.
Não é fácil falar sobre amor, e estranho fosse se entendêssemos. Mas, parece
complexo ou somos nós mesmos que o complicamos? Incógnita individual. Mesmo se
tentasse explicar, amor, não conseguiria chegar bem próximo.
Sobre o ‘eu te amo’, o tempo se encarrega de te explicar. Não sei bem, mas
depois de uns anos, você conhece alguns: muito a significar, e estranha. Eu
sinto falta: daquelas borboletas que sobrevivem no meu estomago, daquela
sensação de que ninguém pode mais do que a mim, da proteção de um abraço singelo,
das mãos no meu rosto como se eu sentisse que aquilo fosse acabar. Eu sinto
falta, e sinto que falta muito encontrar isso de novo. Por que entre
entrelinhas a razão dentro de você amadurece e você se sente segura nas suas
ações a prosseguir, deixa o impulso de lado e passa a viver verdadeiramente
enquanto outros ainda se receiam, amar não é desilusões, ciúmes e conversas mal
acabadas. Isso não é amar, deve ser qualquer coisa.
‘Quanto vale à pena se relacionar com alguma pessoa?’ Depende, depende de quem
estamos falando, do que se senti por ela, do quanto vai ser recíproco, se te
faz bem, se o futuro é favorável, o quanto vai aprender com tudo - o conjunto é
a essência de saber se vale à pena.
Você acaba se cansando do copo pela metade, escolhe a dedo o que faz o copo esborrar
e sente satisfação por isso. A construção do elo é com o andar devagar e
demorado. Já me enjoou o fato das pessoas usarem, o ‘eu te amo’ como um ‘oi’, ainda
valorizo isso. Aperte o play pra sentir a sensação das promessas bem feitas e
sinceras.
Não tenho todas as respostas, embora não queria ter mesmo. As surpresas me constroem
e me fazem ter mais vontade de viver. Com as experiências, você não consegui
ver apenas dois lados da moeda.
Eu não sou o desespero, nem a poeta enquanto chove, não sou amor, não sou
vitoria, não sou a paz de espírito. Eu sou aquela que te desafia a te fazer
feliz. E ponto final.



